Reflexão
O que Yansã me ensinou sobre mudança

Pai Rodrigo de Yansã
Uma trajetória de transformação, ancestralidade e mais de duas décadas dedicadas ao axé.

Antes do título, da casa e da responsabilidade com a comunidade, existe uma vida comum atravessada por perdas, escolhas e recomeços. É dessa história que nasce a escuta que hoje ele oferece a quem chega.
Linha do tempo
Criado pela avó paterna, a quem chamava de mãe. Perdas precoces marcaram a infância e construíram, desde cedo, a necessidade de sobreviver.
Aos 13 anos, diante da rejeição por sua orientação sexual, deixou a família e passou a viver nas ruas. Foram anos de fome, frio, violência e incerteza.
À beira-mar, viu uma mulher fazer uma oferenda a Iemanjá. Sem conhecer o Candomblé, pediu apenas que não o deixassem morrer. Pouco depois, o trabalho e um teto o tiraram das ruas.
Alugou um cômodo em frente à casa de uma mãe de santo. Observando todos os dias, encontrou no Candomblé algo que buscava há muito tempo: pertencimento. Logo depois, com Felipe, construiu seu primeiro terreiro.
A trajetória no axé se consolidou. Pai e Felipe se tornaram pais por meio da adoção de sua filha. Da rua à construção de um Ilê, nasceu a responsabilidade com a tradição e com a comunidade.
Sobrevivência, pertencimento e transformação. Como ele mesmo diz: “Ontem eu não tinha nada. Ontem eu só tinha a brisa que batia no meu rosto. Hoje eu tenho tudo.”
27
anos de axé
Tempo, nesta tradição, não é número: é responsabilidade assumida diante da comunidade.
Quase três décadas de convivência com o sagrado, de aprendizado com os mais velhos e de cuidado diário com as pessoas que chegam ao Ilê. Uma caminhada sustentada por estudo, disciplina ritual e escuta.
“Transformação não significa esquecer quem fomos. Significa descobrir quem podemos nos tornar.”
Pai Rodrigo de Yansã
O ponto de partida é sempre a escuta. A partir dela, com fundamento e responsabilidade, se define o que faz sentido para cada pessoa.
Outros trabalhos, conforme a orientação
Histórias, ensinamentos e reflexões para atravessar as mudanças da vida.
Reflexão
O que Yansã me ensinou sobre mudança
Ensinamento
Nem toda porta fechada precisa ser aberta
Orientação
O que realmente acontece em um jogo de búzios?
História
27 anos de axé me ensinaram isso
Um registro do canal Ter.a.pia em que o Babalorixá fala sobre sua caminhada, sua casa e a dimensão espiritual do seu trabalho.
Acompanhar Pai RodrigoUma casa de tradição de matriz africana em Jacareí/SP: lugar de memória viva, comunidade, formação e celebração. O Ilê não é um negócio — é um espaço de pertencimento e continuidade ancestral.






No dia 04/07/2026, a partir das 18h, na presença da Yalorixá Cláudia de Oya, serão celebrados os 27 anos de axé do Babalorixá Baganloju. Yasan é a matriarca do terreiro. Sejam todos bem-vindos.
Avenida Ibirarema, 302 — Veraneio Irajá, Jacareí/SPAbrir no Google MapsConfirmar presençaPerfume rezado e consagrado no axé da casa, feito no fundamento e entregue à força das Senhoras das encruzilhadas.
Cada frasco é consagrado individualmente na fogueira ritual, com fundamento e oração. Envio discreto para todo o Brasil.
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“Ilê muito acolhedor, familiar e de muito Axé. Sem falar no Pai Rodrigo, que é benção na vida da gente.”
“Fui extremamente bem acolhida desde a primeira vez que estive na casa. Ambiente de muito amor e respeito.”
“Lugar onde fui recebida sem olhar os meus defeitos e sem preconceito algum. Onde aprendi o verdadeiro sentido da fé.”
“Excelência em organização, uma casa com muito Axé. Profissionalismo e seriedade do Pai da Casa.”
“Ilê de muito asé e acolhimento. Só tenho a agradecer ao Pai Rodrigo e ao Babakekere pelo cuidado e carinho.”
“Pai Rodrigo é um querido, sempre me recebe muito bem em sua casa. Um ótimo lugar, acolhedor.”
Às vezes, compreender o caminho já é o começo da mudança.